Daniel Santos

Conhecimento é poder

Um post do Ricardo Amorim no LinkedIn chamou minha atenção esta semana. Nele aparece a foto de uma estátua em que, em uma gangorra, estão uma criança e um adulto — ele muito maior em peso e altura que a menina. Porém é a criança, com uma pilha de livros ao seu lado, quem alavanca o adulto — que, aliás, aparenta estar com um celular em mãos — para cima.

A estátua chinesa que remete à importância do conhecimento

A estátua, cuja imagem no post diz estar localizada no Japão, mas que na verdade se encontra em Heine, Heilongjiang, na China, traz escrita a frase "知識就是力量", "conhecimento é poder".

Sobre o fato do homem estar com um celular, embora me pareça algo muito grande para ser um celular, há a velha reflexão sobre *celulares serem ótimos servos, mas péssimos mestres*, ou seja, podemos usá-los para obter conhecimento, mas precisamos usá-los com parcimônia.

Mas o motivo mesmo da imagem ter me chamado a atenção foi a mensagem que a estátua e sua frase transmitem. É o nosso conhecimento o principal responsável por determinar a nossa importância — o que, para mim, está completamente alinhado com as premissas de lifelong learning, já que acredito que a busca contínua pelo aprendizado resulta em um nível cada vez maior de conhecimento. E, conforme a inscrição que existe na estátua, que reproduz quase que literalmente a famosa frase de Francis Bacon em sua obra Meditationes Sacrae, de 1597, "o conhecimento é em si mesmo um poder", a idéia de obter — e de, *principalmente* — compartilhar conhecimento continuamente é a base para a construção não apenas da nossa importância, mas também da nossa reputação e da nossa influência.