The Overstory: uma opinião impopular, mas minha
Eu amo lugares com bastante verde: plantas, flores, árvores. Sempre que estou em um desses lugares sinto tranquilidade, paz, e uma bem-vinda sensação de relaxamento. É maravilhoso. Portanto, logo que ouvi falar de The Overstory, obra de Richard Powers, e soube que se tratava de uma narrativa envolvendo árvores e diversas pessoas cujas histórias de vida, inicialmente individuais, se entrelaçavam, imaginei que fosse gostar da história e resolvi ler o livro.
Bom... não foi bem assim.
ATENÇÃO: opinião provavelmente impopular adiante!
Foram exatos 2 meses de leitura: de 7 de outubro até hoje. Ao final deste tempo, me senti liberto — e esta não é uma palavra que eu normalmente usaria para falar a respeito de uma das minhas leituras. Mas não há termo melhor que me ocorra no momento: ler este livro foi, sobretudo durante seus dois terços finais, como me sentir acorrentado e exposto ao tédio. Não me lembro, em passado recente, de ler história tão arrastada.
O livro explora a relação entre seres humanos e árvores, e como estes dois exemplos de seres vivos dependem um do outro e até mesmo se inter comunicam, ainda que ambos os lados por vezes não se entendam. A primeira parte de The Overstory, em que os personagens são apresentados através de histórias curtas de suas vidas, funcionou muito bem para mim, e por isso o livro sobreviveu à minha costumeira regra dos três. Aliás, se o livro se interrompesse ali, teria sido uma leitura muito satisfatória pra mim.
Mas a partir do segundo terço da história, a leitura começou a se tornar maçante demais pra mim. Detalhada demais, com termos botânicos demais pro meu gosto. Me senti amarrado a uma tarefa, e terminar de ler passou a me fazer sentir como se estivesse fazendo isso não por prazer, mas por obrigação. Não me entendam mal, a história ainda tinha momentos que me prendiam a atenção, mas se movia na velocidade em que as árvores crescem.
Além disso, eu simplesmente não consegui me conectar. As diversas histórias dos personagens, quando conectadas, não me cativaram, e eu comecei a achar que tinha gente demais pra acompanhar, e ora não me importava com o que aconteceria com alguns, ora achava o desenrolar longo demais. **Comecei a achar o livro chato, repetitivo e grande como as árvores ali descritas. **Poderia ter sido escrito em menos páginas e em uma história mais curta.
Enfim, talvez algo esteja errado comigo, por não saber ou não ter conseguido apreciar um livro que, quando se busca informações a respeito, é tão elogiado por vários leitores e até mesmo classificado como “o melhor livro que já li na vida” por alguns. Mas pessoalmente não gostei, e é fato; como também é fato que eu provavelmente não vá ler mais nada de Richard Powers por um bom tempo.