Flip 7
Recentemente abri o YouTube e me deparei com um vídeo do Smosh Games — canal onde vários amigos se divertem com jogos de cartas e de tabuleiro —, em que eles queriam testar se Flip 7 era "o melhor jogo de cartas de todos os tempos", afirmação, aliás, que está impressa na caixa do jogo.
A caixinha do meu Flip 7.
O jogo lembra o Vinte-e-um, só que ao invés de tentar fazer mais pontos que seu adversário sem estourar o limite de pontos, no Flip 7 os jogadores viram cartas numeradas de 0 a 12, e não podem repetir o mesmo número duas vezes: quem faz isso é eliminado e tem os pontos daquela rodada zerados.
A premissa é simples, mas existe um plot twist importante: quanto maior o valor da carta, mais cartas iguais a ela estarão esperando no baralho para serem puxadas: há apenas uma carta com o valor 1, mas existem 12 cartas com o valor 12. É o jogador, no melhor estilo dos jogos push your luck, quem decide se quer parar naquela rodada, ou continuar. Ao final da rodada, cada jogador soma os pontos totais que tem em mãos, e quem marca 200 pontos primeiro vence.
Além disso, cartas especiais podem mudar o rumo do jogo: você pode congelar um adversário e obrigá-lo a parar com o que estiver em mãos naquela rodada, obrigá-lo a virar três cartas de uma única vez (ou ser corajoso e fazer isso você mesmo), e até mesmo tirar uma carta que te dará uma segunda chance, permitindo que você continue na rodada mesmo depois de tirar uma carta com valor repetido.
Finalmente, justificando o nome do jogo, quando alguém está com sorte e consegue virar 7 cartas sem repetição, a rodada acaba automaticamente, todos contam seus pontos e o jogador que chegou a 7 cartas adiciona 15 pontos ao seu placar.
Os 39 minutos desse vídeo me convenceram de que Flip 7 era extremamente divertido: eu estava de férias, e esse seria o passatempo perfeito. Tanto que não sosseguei enquanto não achei o jogo pra comprar. Foram dias de férias divertidíssimos, e mesmo agora, com as férias terminadas, aqui em casa não paramos mais de jogar.